Acção Republicana (1923)

Em 16 de Dezembro de 1923, Álvaro de Castro, juntamente com três dezenas de deputados e senadores nacionalistas, funda o Grupo Parlamentar de Acção Republicana. Na véspera (15) anuncia a decisão de se afastar do partido que integrava e que até então sustentava o governo de Ginestal Machado, integrando figuras como Cunha Leal e Óscar Carmona. Neste mesmo dia (15), era aprovada, numa reunião da junta consultiva dos nacionalistas, por 57-18, uma moção repudiando ministérios de concentração e pseudo-ministérios nacionais. Tudo isto porque no mesmo dia 14 o mesmo Álvaro de Castro tinha aceitado o encargo de formar governo de carácter não exclusivamente partidário, contra a opinião do directório do partido que até então integrava. 

Álvaro de Castro acaba por assumir a função de constituir novo governo a partir de 17 de Dezembro de 1923, para o qual mobiliza dois seareiros, António Sérgio e Azevedo Gomes, contando com os correlegionários Sá Cardoso, no interior, António da Fonseca, no comércio, Ribeiro de Carvalho, na guerra. 

Este governo, apoiado por Afonso Costa e elogiado pelo Partido Socialista vai findar em Julho de 1924. No governo seguinte, do democrático Rodrigues Gaspar, ainda participa o accionista Rodolfo Xavier da Silva, na pasta do trabalho. No governo de Domingues dos Santos aparece Helder Ribeiro como Ministro da Guerra.