1911
Jan. Fev. Mar. Abr. Mai. Jun. Jul. Ag. Set. Out. Nov. Dez.
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2 |
Diário
da Tarde de Sampaio Bruno Sampaio
Bruno começa a publicar no Porto o jornal Diário
da Tarde. |
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6 |
Projecto sobre o
horário de trabalho em Conselho de Ministros António
José de Almeida apresenta no conselho de ministros, projecto sobre o horário
de trabalho, que não é aprovado. Ameaça demitir-se. Multiplicam-se as
greves e surgem conflitos violentos entre sindicalistas e republicanos. |
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Greve dos ferroviários Greve
dos ferroviários do Sul e Sueste em Janeiro, pelas 8 horas de trabalho,
com o governo a mandar ocupar militarmente a estação do Rossio. |
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8 |
Jornais monárquicos
assaltados Saqueados
jornais monárquicos Correio da Manhã, Diário Ilustrado e O Liberal. Fica imune O Dia,
afecto a José Maria de Alpoim. |
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Greves rurais Tumultos
de trabalhadores rurais em Campo Maior, Crato, Elvas e Arronches. |
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10 |
Descanso semanal
obrigatório Publicado
o decreto sobre o descanso semanal obrigatório ao domingo. Será substituído
por decereto publicado em 9 de Març o que atribui o poder de regulamentar
a matéria à s câmaras municipais. Regulamento de Lisboa sai logo a 10 de
Març o. Tarda a aparecer regulamentação no resto do país. |
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15 |
Começa a
publicar-se A
República Começa
a publicar-se o jornal República. |
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11 |
Caixeiros, greves
e António José de Almeida Manifestação
dos caixeiros no Terreiro do Paç o diante do gabinete de Teófilo Braga.
Caixeiros tinham assembleia geral do Ateneu, estando em greve. Esteve
presente Machado Santos e chegou António José de Almeida. Anuncia que se
iria demitir, dando a entender oposição de Costa e Camacho. Caixeiros vão
ao Terreiro do Paç o dando vivas a Almeida. Teófilo responde aos
manifestantes, anunciando a permanência de Almeida no governo, em
face da atitude do povo |
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13 |
Greve da
Companhia de Gás Greve
da companhia de gás. Governo manda ocupar militarmente as instalações. |
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15 |
Voluntários
contra as greves Parada
na Rotunda dos batalhões de voluntários da república, organizados pelo jovens
turcos, contra as greves. Descem para o Terreiro do Paç o, na presença
do próprio ministro da guerra. |
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17 |
Greves ao serviç o
da República Brito
Camacho considera que o povo despertara, com as manifestações contra as
greves, e que assim os grevistas prestaram um serviç o à República. |
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21 |
Proibido o culto
na capela da Universidade de Coimbra Suprime
o culto religioso na capela da Universidade de Coimbra, atendendo
a que as ciências entraram definitivamente no período da sua emancipação
de todos os elementos estranhos à razão, e atendendo também a que estão
destinadas a imperar pelo poder incruento e irredutível da verdade
demonstrada, a qual acabará com as dissidências das escolas dogmáticas
que têm até hoje dividido os indivíduos e os povos. |
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1 |
Assalto à sede
do CADC Ataques
à s sedes de movimentos católicos. CADC interrompe a respectiva
actividade. A sede do centro, na Rua dos Coutinhos, em Coimbra, será
assaltada no dia 1 de Fevereiro. |
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13 |
Decreto sobre o
crédito agrícola Decreto
sobre o crédito agrícola de Brito Camacho (aprovado em 13
de Fevereiro e publicado em
1 de Març o). Na respectiva propaganda colaborará D. Luís de Castro,
antigo ministro da monarquia. |
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15 |
Fim dos crimes
contra a religião Revogados
os artigos do código penal de 1886 que estabeleciam crimes contra a
religião. |
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Chagas demite-se
da junta consultiva do PRP João
Chagas demite-se da junta consultiva do partido republicano, considerando
que esta e o directório deixaram de ter qualquer influência no governo
provisório. O que aconteceu com a elevação a ministros de José Relvas
(12 de Outubro) e Brito Camacho (22 de Novembro). O governo provisório
transformava-se numa espécie de
primeiro parlamento da República. |
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15 |
Comissão para a
reforma ortográfica Criada
uma comissão para a reforma ortográfica, com Adolfo Coelho, Carolina
Michaelis, Cândido de Figueiredo e Leite de Vasconcelos. |
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16 |
Morte de Fialho
de Almeida Morte
de Fialho de Almeida. |
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18 |
Decreto sobre o
registo civil Decreto
sobre o registo civil obrigatório. |
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22 |
Divulgação da
Pastoral do episcopado No
dia 22, pastoral colectiva dos bispos, nascida da reunião de S. Vicente
de Fora de Novembro, é mandada ler nas missas do domingo, dia 26, sem prévia
autorização do governo, onde se fala da feição
não só acatólica, mas anticatólica das reformas republicanas. Da
autoria do arcebispo de Évora e datada de 24 de Dezembro de 1910, mas
apenas tornada pública então. Fala na existência de cinco milhões de
católicos, partindo da declaração nos boletins de recenseamento, onde
apenas cinquenta mil pessoas
se declararam não católicas. |
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28 |
Obrigam-se
os serviç os dependentes do ministério da justiça, nomeadamente o
notariado, bem como os tribunais, a deixarem de usar a referência de
formulário à era, desaparecendo o tradicional no
ano do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo. |
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Destruído
o jornal católico de Viseu. Suspenso O
Povo de Aveiro de Homem Christo que é preso e conduzido a Lisboa. |
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Sampaio Bruno, depois de receber
ameaças, suspende a publicação do Diário
da Tarde no Porto. Declara-se, então, completa
e absolutamente enojado da política portuguesa e retira-se. Contra
ele, protestam carbonários. É defendido por Machado Santos e José
Relvas. Paulo Falcão manda comparecer Bruno numa esquadra de polícia, no
dia 17 de Janeiro, acusando-o de alarmar
o espírito público por ter escrito que a
cidade se achava numa situação intolerável. Bruno parte para o exílio
de Paris. |
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3 |
Reacção
enérgica de Afonso Costa contra a pastoral dos bispos tornada pública em
22 de Fevereiro. Manda telegrama a todos os bispos onde declara negar o beneplácito
à pastoral Bispos impõem silêncio ao respectivo clero à excepção
de D. António Barroso no Porto, dizendo que o beneplácito diz apenas
respeito à publicação de documentos da Santa Sé. |
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6 |
D.
António Barroso, no dia 6, é intimado a comparecer em Lisboa no dia
seguinte. |
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7 |
Bispo
do Porto é chamado a Lisboa, sendo apupado na Rua do Ouro. Nesse dia são
interrogados no Porto 30 sacerdotes. É afastado da dioceses por decisão
do Conselho de Ministros e desterrado em Cernache do Bonjardim, em 8 de
Març o. Mandara distribuir na diocese a pastoral colectiva dos bispos
criticando a política do governo. |
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13 |
Greve em Setúbal Forte
repressão policial de greve ocorrida em Setúbal. Mortos dois
trabalhadores pela GNR. Como vai assinalar o periódico anarquista Terra
Livre, uma semana depois, o 13
de Març o é pois uma data que marca o divórcio da República com o
proletariado. |
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14 |
Decreto
eleitoral. Decreto
eleitoral. Para desespero dos monárquicos adesivos,
nomeadamente dos dissidentes progressistas, não se mantem a lei eleitoral
de 1884, como esperavam. Pelo contrário, a nova lei mantém o estilo
proteccionista do poder governamental introduzido pela ignóbil
porcaria de 1901. Nos círculos onde não aparecessem oposições não
haveria acto eleitoral. Depois de vários protestos, entre os quais, o de
Machado Santos, o governo determina que o acto eleitoral se realize em
Lisboa. |
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15 |
Carta de Pio X Carta
de Pio X aos bispos portugueses, congratulando-se com a pastoral
colectiva. |
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15 |
Ambiente de
conspiração Conspira-se
no Porto. Fala-se numa intervenção espanhola. Querem fazer uma barcelonada.Fervem
os boatos. Guerra Junqueiro diz, sobre o provisórios: esta gente tem a habilidade de pôr toda a burguesia contra nós… à
República falta idealismo e grandeza. Sobre a intervenção
espanhola, Junqueiro observa que a
Espanha não digere Portugal vivo; a Espanha só pode digerir o cadáver
de Portugal. |
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17 |
Proibição de
cerimónias religiosas fora dos recintos dos templos Proibição
de cerimónias religiosas fora dos recintos dos templos sem autorização
especial. |
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14 |
Provas de Afonso
Costa para professor. Afonso
Costa submete-se a provas de concurso para professor da Escola Politécnica
de Lisboa (de 14 de Març o a 6 de Abril), sendo interinamente substituído
no ministério da justiça por Bernardino Machado. |
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20 |
Greve geral Decretada
uma greve geral. |
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22 |
Criação das
universidades do Porto e de Lisboa Criação
das universidades do Porto e de Lisboa. |
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26 |
Afonso Costa e a
eliminação do catolicismo Afonso
Costa numa reunião da maç onaria, dizendo que o Estado é maior do que a
Igreja e que esta contabilizou como católicos as
crianças que nem falavam, os idiotas, os presos da Penitenciária, os
doidos de Rilhafoles, os vadios, quantos por falta de domicílio, de posição
ou de consciência não tinham tido intervenção no detalhe dos boletins. Afonso
Costa, numa reunião do Grémio Lusitano, terá declarado, sobre o
projecto de lei da separação, que está admiravelmente preparado o povo para receber essa lei; e a acção
da medida será tão salutar que em duas gerações Portugal terá
eliminado completamente o catolicismo, que foi a maior causa da desgraçada
situação em que caiu … Saiba ao menos morrer quem viver não soube. Tal
discurso foi anunciado pelo jornal O
Dia. |
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29 |
Reforma da instrução
primária Reforma
da instrução primária. Criadas as escolas normais primárias.
Determina-se, contudo, que será proibido o exercício do magistério primário particular aos
cidadãos que ensinarem doutrinas contrárias à s leis do Estado, à
liberdade dos cidadãos e à moral social. |
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Protesto dos
bispos Carta
dos bispos a Afonso Costa protestando e exprimindo mágoa pelos acontecimentos
recentes. |
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1 |
Bernardino
tenta desculpar Costa Em
1 de Abril, Bernardino Machado diz que Costa falou como simples particular
e não como ministro. Costa, em conferência de 11 de Abril tenta acalmar
a primeira impressão deixada. |
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2 |
Banco de Portugal Inocêncio
Camacho Rodrigues, secretário-geral do ministério das finanças e irmão
de Brito Camacho, é nomeado governador do Banco de Portugal em 2 de Abril
de 1911. Manter-se-á em tal posto até 30 de Junho de 1936, apesar do escândalo
Alves dos Reis em que foi ludibriado. |
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11 |
Conselho Superior
da Administração Financeira do Estado Decreto
de 11 de Abril cria o Conselho Superior da Administração Financeira do
Estado. Transformado em Conselho Superior de Finanças em 8 de Maio de
1919. |
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18 |
Ensino do direito Criada
uma comissão para a reorganização do ensino do direito, composta por Álvaro
Vilela, Marnoco e Sousa e José Alberto dos Reis. Dela surgirá o
regulamento de 21 de Agosto de 1911. |
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18 |
Destituição do
bispo de Beja Destituição
do Bispo de Beja. |
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19 |
Constituição
universitária. Decretada
a Constituição Universitária.
Atribuída à Universidade de Lisboa uma Faculdade de Ciências Económicas
e Políticas, depois dita Faculdade de Estudos Sociais e Direito (1913) e
Faculdade de Direito (1917). |
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20 |
Lei da Separação. Lei da Separação do Estado das
Igrejas. Os respectivos
defensores chamar-lhe-ão lei intangível, os adversários, lei celerada. Magalhães Lima chama-lhe lei basilar da República. O decreto foi inspirado pela legislação
republicana francesa (1905) e brasileira. Mais moderada que a lei
mexicana. Abrange pela primeira vez o clero secular, ao contrário da
legislação anticlerical da monarquia liberal. O
Estado deixa de subsidiar o culto católico. São extintas as côngruas.
Criadas associações cultuais, de que os párocos são excluídos.
Nacionalizadas as propriedades eclesiásticas. Atribuídas as clérigos
pensões vitalícias anuais. Proibição do uso público de vestuário
eclesiástico aos padres portugueses (os inglesinhos
continuaram a usar as respectivas vestes). Estabelecido o beneplácito
para os documentos emitidos por Roma e pelos bispos. A
maioria dos padres mantém-se fiel à hierarquia episcopal. Em 7 de
Agosto, só 217 deles tinha aceite pensões do Estado (cerca de 20%). Este
diploma vai levar ao rompimento das relações com a Santa Sé. |
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20 |
Diploma eleitoral Divisão
dos círculos eleitorais. |
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25 |
Protestos contra
a Lei da Separação Reunião
dos párocos de Lisboa contra a Lei da Separação. Reunião dos padres de
Évora em 28 de Abril. Protesto colectivo dos bispos em 22 de Maio,
considerando que a mesma reflecte injustiça, opressão, expoliação, ludíbrio. |
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25 |
Discurso de
Afonso Costa sobre a religião Polémico
discurso pronunciado por Afonso Costa no Porto. Segundo os respectivos
adversários, o ministro da justiça terá considerado que as religiões
estão condenadas ao desaparecimento. Regressa a Lisboa no dia seguinte e
é alvo de manifestações de hostilidade. Segundo os mesmos opositores,
Afonso Costa, já em 24 de Abril, em Braga, fizera discurso confirmando o
de 26 de Març o, declarando
que o catolicismo acabaria em duas ou três gerações. Oliveira Marques
considera que se trata de atoarda que o próprio Afonso Costa desmentiu num discurso
pronunciado no parlamento em 10 de Març o de 1914. |
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27 |
Reorganizado
o Conselho Superior de Instrução Pública. |
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28 |
Marcadas
as eleições para o dia 28 de Maio. |
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Em
Abril, tumultos em Carrazeda contra o registo civil e entre os estudantes
no Porto. Manifestações em Lisboa de operários sem trabalho.. Populares
da Freixianda apredejam propagandistas eleitorais. |
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Magalhães
Lima proclama em princípios de Maio que dentro
de alguns anos não haverá quem queira ser padre em Portugal: os seminários
ficarão desertos. |
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Diplomas
sobre a reforma do ministério das finanças e o aumento dos vencimentos
dos funcionários públicos em Maio. |
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9 |
Criação
de Faculdades de Letras Criadas
as Faculdades de Letras de Coimbra (sucede à Faculdade de Teologia) e de
Lisboa (sucede ao Curso Superior de Letras) em 9 de Maio. |
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3 |
Criação
da Guarda Nacional Republicana Criada
a Guarda Nacional Republicana, alargada a todo o país, com cerca de cinco
mil efectivos. Em 1919 o quadro é alargado para 19 000 homens. |
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5 |
Protesto
colectivo do episcopado Protesto
colectivo do episcopado português contra a Lei da Separação. |
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10 |
Directório
afasta a candidatura de adesivos Directório
do partido republicano, em 10 de Maio, anuncia que só patrocina candidaturas históricas, negando a entrada a adesivos. |
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12 |
Criação
das faculdades de ciências Criadas
as Faculdades de Ciências em 12 de Maio. |
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16 |
Criação
de uma repartição de turismo Criada
uma repartição de Turismo no ministério do fomento (16 de Maio). |
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18 |
Comissão
Central de Execução da Lei da Separação Nomeada
a Comissão Central de Execução da Lei da Separação. Regulamentada em
22 de Agosto de 1911. |
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21 |
Escolas
Normais Superiores Em
21 de Maio, junto das Faculdades de Letras, são criadas Escolas Normais
Superiores. |
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21 |
Contra
o jacobinismo postiç o Machado
Santos em O Intransigente de 21
de Maio considera que o jacobinismo
que existe é todo postiç o e em sujeitos de colarinhos engomados e
gravatas de luxo. |
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22 |
Criação
do escudo Reforma
da moeda. Escudo equivalente a 1 000 réis. Reforma tarda em aplicar-se. Só
por lei de 21 de Junho de 1913 se torna obrigatória a indicação dos
escudos na contabilidade pública e nas relações entre particulares e o
Estado. |
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23 |
Doença
de Afonso Costa Afonso
Costa acometido de doença grave. Carbonários
armados velam à s esquinas das ruas. Só reassume as funções de
ministro em 26 de Julho seguinte. É
substituído interinamente por Bernardino Machado que corrige alguns
aspectos da aplicação da Lei da Separação, nomeadamente quando permite
aos párocos voto consultivo na administração da paróquia e permite as
romarias do Norte. Em 25 de Julho chega mesmo a convidar o clero a
pronunciar-se sobre a Lei da Separação. Anula também a decisão de
transferência para Goa e Luanda dos juízes que despronunciaram João
Franco. |
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24 |
Carta
de Pio X Encíclica
de Pio X de 24 de Maio Jandudum in
Lusitania fala em ódio à
Igreja em Portugal e em famílias
acossadas. |
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23 |
Instituto
Superior Técnico e Instituto Superior do Comércio Criados,
a partir do Instituto Industrial e Comercial de Lisboa, o Instituto
Superior Técnico e o Instituto Superior de Comércio. |
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25 |
Assistência
pública Decreto
sobre a assistência pública. Criado um fundo para apoio a indigentes e
evitar a mendicidade. |
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25 |
Reorganização
do Exército Decreto
sobre a reorganização do exército. Terá sido inspirado por Pereira
Bastos. Quer identificar o exército com a nação
armada de maneira a que deixe de ser uma casta
à parte. Contra os chamados exércitos
permanentes. Tenta-se o modelo suíç o, com serviç o universal e
obrigatório de 15 a 30 semanas e treinos anuais de duas semanas durante
dez anos. Visa-se que este seja uma continuação
da instrução primária. Criação de oficiais milicianos. O diploma
não se aplica. |
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26 |
Reforma
do ministério dos estrangeiros. Reforma
do ministério dos negócios estrangeiros. Os chefes de missão, também
ditos enviados extraordinários e ministros plenipotenciários, são
equiparados a directores-gerais. |
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27 |
Padarias,
liberdade de comércio Decreto
sobre a liberdade de venda e fabrico de pão em 27 de Maio. Segundo a lei
de 1893 existia em Lisboa um limite máximo de 250 padarias que viviam em
regime de monopólio de facto, pela Companhia
de Panificação. Estabelecidos três tipos de pão. |
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Voluntários
da República. Anunciando-se
uma incursão monárquica, são criados os voluntários
da República, enquadrados pela Maç onaria e pela Carbonária. Surgem batalhãoes
em Lisboa, Porto, Coimbra, Aveiro, Chaves, Mirandela e Santarém. Cada
batalhão é comandado por um oficial do exército, sendo-lhes distribuídas
armas. Serão a base da chamada formiga
branca, dos defensores da República
e do grupo dos treze, milícias
afectas ao partido democrático. Neste
ambiente, o chefe carbonário Luz de Almeida leva 5 000 homens para catequitização do
Norte |
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Aliança
Nacional Sampaio
Bruno, Basílio Teles e Machado Santos tentam criar uma Aliança
Nacional para eleger homens honrados capazes de pôr fim ao domínio
dos provisórios, defendendo uma
república ampla e aberta a todos os portugueses com cérebro e coração
de portugueses, mas não aos serventuários
impudentes da Monarquia. Espancamento
de Basílio Teles no Porto Basílio
Teles é espancado e apedrejado nas ruas do Porto por ter criticado a obra
do governo provisório. É então adepto do modelo de ditadura
revolucionária, defendendo a restauração da pena de morte, a
suspensão das garantias por tempo indeterminado e o encerramento dos
estabelecimentos de ensino até à sua restruturação republicana. |
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28 |
Eleições
para a Constituinte Eleições
em 28 de Maio para as cortes ordinárias
e constituintes. |
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30 |
Abaixo
a ditadura dos provisórios! Machado
Santos pede o fim da ditadura
dos provisórios e a demissão do directório, em 30 de Maio. |
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Prisões
políticas
106
prisões políticas durante o mês de Maio. 37
padres presos pelos carbonários. |
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Associação
de trabalhadores rurais Esboça-se
a constituição em Évora de uma Associação de Classe dos Trabalhadores
Rurais durante o mês de Junho. |
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6 |
Contra
a existência de um Presidente e de um Senado Machado
Santos, na Sociedade de Educação Popular de Alcântara, com apoio da
assembleia, insurge-se contra a existência de um Presidente da República
e de um Senado, considerando que a presidência era uma ideia dos adesivos. |
|
11 |
Almeida
apoia Arriaga António
José de Almeida promove festa a Manuel de Arriaga no Coliseu. |
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14 |
Silva
assume o controlo dos correios e telégrafos António
Maria da Silva é nomeado administrador geral dos correios e telégrafos. |
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15 |
Reunião
da junta preparatória Reúne
a Junta Preparatória da Assembleia Nacional Constituinte. |
|
19 |
Reunião
da Constituinte Primeira
reunião da Assembleia Nacional Constituinte. Confirma as funções do
governo provisório. Decretada a abolição da monarquia. Banimento dos
Braganças. Nova bandeira e novo hino. |
|
20 |
Braamcamp
presidente da Constituinte Anselmo
Braamcamp Freire eleito presidente da Constituinte |
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21 |
Relatório
do governo provisório Governo
provisório apresenta relatório. |
|
23 |
Projecto
de Constituição Eleita
comissão para apresentar projecto de Constituição, formada por João
Duarte de Meneses, José Barbosa, José de Castro, Francisco Correia de
Lemos e Magalhães Lima, o relator. Esta comissão apresenta projecto
presidencialista que é rejeitado (3 de Julho). A discussão começa a 6
de Julho. |
|
|
Defesa
de tribunal especial Álvaro
de Castro propõe a constituição de um tribunal especial para julgar os
conspiradores e outros delinquentes políticos. |
|
26 |
Viva
o azul e branco e abaixo a Lei da Separação O
deputado Eduardo de Abreu defende a bandeira azul e branca e a revisão da
Lei da Separação. |
|
28 |
Almeida
acusado de falta de zelo republicano O
deputado Alfredo Magalhães denuncia o avolumar da conspiração monárquica
na Galiza, culpando a política de
atracção de António José de Almeida que, então, considera os
exilados em causa como um bando de
farsantes sem vergonha. Os jovens
turcos também se insurgem contra a falta de zelo republicano do
ministro do interior. |
|
|
Mobilização
dos reservistas Ministério
da guerra mobiliza 10 000 reservistas e incentiva carbonários a formarem
batalhões civis de apoio à s tropas destacadas na província. |
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|
Prisões
políticas 120
prisões políticas durante o mês de Junho. 32 padres são presos pelos
carbonários. |
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|
Cerco ao
bispo da Guarda
Paç o
episcopal da Guarda é cercado pela polícia e pela carbonária durante 13
dias, sequestrando-se D. Manuel Vieira Matos. |
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Falange
Demagógica assalta
a Sala dos Capelos em Coimbra |
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Ramalho
Ortigão contra o regime republicano Ramalho
Ortigão, em Julho, critica o regime: pretender
equiparar o espírito revolucionário da Rotunda com o espírito
revolucionário da Revolução Francesa é incorrer perante a sociologia e
perante a história em tão imbecil equívoco como seria em zoologia o de
confundir uma lombriga com uma cobra cascavel. No dia 5 de Outubro, em
Portugal, não havia opressão e não havia fome… Os famosos princípio
da Revolução Francesa, leit-motiv de toda a cantata revolucionária de
Outubro último, são, precisamente, os que vigoram em toda a política
portuguesa, desde o advento da revolução liberal de 34 até aos nossos
dias. |
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|
118
prisões políticas durante o mês de Julho. 22 padres são presos pelos
carbonários. |
|
1 |
Entra
em vigor a Lei da Separação (1 de Julho). |
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6 |
Machado
Santos promovido a capitão de mar e guerra, por votação da Constituinte
de 6 de Julho. Comícios de homnagem ao fundador
nos dias 7 e 12. No dia 15 é-lhe oferecido um jantar. Parecia uma espécie de Mestre de Avis da República |
|
23 |
Greve
dos trabalhadores rurais em Elvas; Barbacena é ocupada por uma força de
cavalaria (23 de Junho). Greves dos corticeiros e conserveiros de Setúbal.
Dos têxteis no Porto e em Braga. |
|
23 |
Machado
Santos contra Bernardino/ Costa Machado
Santos, em O Intransigente de 23
de Julho considera que a presidência
do Sr. Bernardino Machado com um gabinete de Afonso Costa seria a guerra
civil no País. |
|
24 |
Federalistas
contra os unitários Discusssão
sobre os artigos 1º e 2º do projecto de Constituição. Grupo
federalista, defensor do modelo suíç o, representado por Teófilo Braga,
Maia Pinto, Fernando Botto Machado e Alves da Veiga é derrotado pelo
grupo defensor do Estado Unitário,
liderado pelos professores de direito Barbosa de Magalhães e Joaquim
Pedro Martins, apoiados por António Maria da Silva. |
|
29 |
Morte
de Azedo Gneco (29 de Junho). |
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|
Nova
greve dos rurais em Elvas no mês de Agosto. |
|
2 |
Em
2 de Agosto, manifestação em São Bento da Assembleia Popular de Vigilância Social em defesa de um sistema
unicamaral, cercando a Constituinte, vaiando ministros e ameaçando
invadir o palácio. Vaiados Brito Camacho e Machado Santos. Aplaudidos
Afonso Costa e Bernardino Machado. Intervenção da GNR e batalha campal.
56 presos. Os radicais são acusados por O
Mundo de arrastados por agitadores monárquicos. Segundo a observação
de Carlos Malheiro Dias, os burgueses
do partido roubam a plebe aos que fizeram o 5 de Outubro. |
|
3 |
Constituinte
vota a criação do Senado em 3 de Agosto e da presidência no dia 4.
Maioria de moderados contra os radicais. |
|
16 |
Esboçam-se
as candidaturas de Bernardino Machado e de Manuel de Arriaga para a presidência.
Entrevista a O Século de
Bernardino Machado. |
|
17 |
Em
entrevista a O
Século, Manuel de Arriaga considera que o novo presidente não deve
manter em funções os actuais ministros (17 de Agosto) |
|
20 |
Governo
cede o seminário da Guarda à câmara municipal (20 de Agosto). |
|
21 |
Publicação
da Constituição Publicada
a Constituição (21 de Agosto) |
|
23 |
Autonomização
do ministério das colónias relativamente ao ministério da marinha (23
de Agosto) |
|
25 |
Manuel
de Arriaga eleito Presidente da República Eleição
de Manuel Arriaga como presidente da República. Tem 121 votos contra 86
de Bernardino Machado, 4 para Duarte Leite e 1 para Magalhães
Lima e Alves da Veiga. O
Mundo
considera o bloco como uma coligação
de ódios. Chagas tinha confidenciado a
Ladislau Parreira: uma República
que devia ser viril e que resulta senil. João
Chagas, em Paris desde Abril de 1911, corresponde-se então com os
constituintes José Carlos da Maia e A. Ladislau Parreira. Maia chegou a
tentar candidatar Chagas à presidência, contando com o apoio de Machado
Santos. Depois de falhar a hipótese de Chagas, Maia tentou lançar o nome
de José Relvas também frustradamente. Considerava então que era possível
mobilizar os camachistas, mas nunca António José de Almeida,
comprometido com Arriaga. Maia revela particular azedume contra Afonso
Costa, França Borges e Bernardino Machado |
|
25 |
Eleição
do Senado De
acordo com a Constituição, os deputados elegem entre eles os senadores
(71), constituindo-se assim a segunda câmara (25 de Agosto). |
|
25 |
Congresso
dos Trabalhadores Rurais em Évora I
Congresso dos Trabalhadores Rurais em Évora, secretariado por Carlos
Rates (25 e 26 de Agosto) |
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27 |
Manifesto
de A Águia Lançado
o manifesto da revista A Águia
do Porto por Teixeira de Pascoaes. |
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29 |
Grupo
parlamentar democrático Constituído
em 29 de Agosto o Grupo Parlamentar Democrático, liderado por Afonso
Costa, que os adversários logo alcunham de grupo
dramático. O respectivo programa será publicado em 4 de Setembro. São
mobilizados 57 dos 152 deputados e 22 dos 71 novos senadores. |
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30 |
Convite
a João Chagas Manuel
Arriaga convida João Chagas, até então ministro de Portugal em Paris,
para formar governo (30 de Agosto) |
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Prisões
políticas
138
prisões políticas durante o mês de Agosto. |
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Preparativos
para a formação do governo Arriaga
depois de procurar um governo de concentração com Duarte Leite, que não
conseguiu convencer Almeida, Camacho e Costa, tenta a via extrapartidária,
com João Chagas. Escreve-lhe uma carta, mandando como portador Eduardo de
Abreu. |
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3 |
Governo
de João Chagas Constituído
o governo de João Chagas. Sobre
Chagas, Alfredo Mesquita, João
Chagas, Lisboa, Parceria António Maria Pereira, 1930; Afonso
Bourbon e Meneses, O Diário de João Chagas. A Obra e o Homem, Lisboa, J.
Rodrigues & Cª, 1930; Diário
de João Chagas, Lisboa, Parceria António Maria Pereira,
1929-1932. Sobre este período governamental, ver, de João Chagas, A
Última Crise, Porto, 1915. |
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Arriaga
impõe Pimenta de Castro Arriaga
impõe na guerra Pimenta de Castro, o mais antigo dos generais portugueses
que era comandante militar do Norte. A maioria dos ministros é camachista, à excepção do ministro das colónias. |
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4 |
Apresentação
parlamentar Apresentação
parlamentar do governo de João Chagas. Apoio entusiástico
de Brito Camacho. Apoio frouxo
de António José de Almeida. |
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Bernardino
Machado critica o bloco Bernardino
Machado no Senado critica o bloco e os governos extrapartidários. Porque
estes não podem fazer obra de união.
São governos fatalmente de perturbação, ou, pelo menos de inacção.
Quanto ao bloco, diz que este no dia
seguinte ao da eleição … deveria ter-se desfeito para não criar
dificuldades, se não mesmo perigos, à República e ao País. |
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7 |
Democráticos
na oposição Grupo
parlamentar democrático declara-se em oposição ao governo. |
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11 |
Política
externa Representantes
diplomáticos da Inglaterra, Alemanha, Espanha, Itália e Áustria
declaram a continuação das relações com o novo regime. |
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19 |
Conspiração
descoberta Presos
40 suspeitos de uma conspiração dita contra-revolucionária.
Jornal O Mundo pede castigos
exemplares.
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23 |
Falta
de azeite Por
falta de azeite, autorizada a importação do produto. |
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29 |
Tentativa
de insurreição monárquica no Porto Tentativa
de insurreição monárquica no Porto, a conspiração do Palácio de
Cristal. |
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Prisões
políticas
40
prisões políticas durante o mês de Setembro. |
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1 |
Assaltos
a centros católicos no Porto Assaltados
no Porto o seminário e o paç o episcopal, sendo encerrada a Associação
Católica. Incendiada a sede do Círculo Católico Operário na mesma
cidade. |
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Inauguração
de um centro democrático em Lisboa Afonso
Costa inaugura em Lisboa o primeiro Centro Republicano Democrático. |
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2 |
Incendiada
a associação católica em Braga Incendiada
a sede da Associação Católica de Braga. |
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5 |
Primeira
incursão monárquica De
1 a 5 de Outubro de 1911 deu-se a primeira incursão monárquica de Paiva
Couceiro, por Bragança (Soutelinho). Pimenta de Castro não
mobiliza tropas para o Norte, sendo criticado por Sidónio e Duarte Leite
que se encontravam no Porto. Castro chama aos dois colegas napoleõezinhos loucos. Couceiro chegara à Galiza em Març o de
1911 e encontrou uma organização aí montada, desde Janeiro, pelo jesuíta
padre Gonzaga Cabral e, depois, pelo capitão Jorge Camacho. Havia uma
forte divisão entre os antigos rotativos
e novos monárquicos. Do
programa da conspiração não constava incialmente a restauração, mas o
fim do despotismo dos provisórios e uma democratização
progressiva, culminando num plebiscito sobre a forma do regime.
Adopta-se mesmo uma bandeira azul e branca sem as armas reais. Na invasão
utiliza mil homens, mas apenas um quarto deles está armada. |
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3 |
Investigação
de crimes políticos Juiz
de instrução criminal Costa Santos é encarregado de proceder à
investigação dos crimes políticos. |
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7 |
Forca
caudina em Campolide para os presos monárquicos Presos
monárquicos do Norte chegam a Lisboa, à estação de Campolide, e
organiza-se uma forca caudina,
apoiada pelo Mundo de França
Borges e criticada pelo Intransigente
de Machado Santos. |
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8 |
Substituição
do ministro da guerra
Pimenta
de Castro é substituído pelo tenente-coronel Silveira que, apesar de camachista,
consegue estabelecer uma aliança com o grupo dos jovens
turcos, ligado aos democráticos. |
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10 |
Assaltos
a igrejas em Almada Imagens
das igrejas de Almada são arrastadas pelas ruas. |
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Greves
rurais em Castelo de Vide Greve
dos trabalhadores rurais em Castelo de Vide. |
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Tumultos
Tumultos
em Coruche e em Sesimbra. |
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16 |
Reunião
do Congresso sobre as incursões Reunião
extraordinária do Congresso da República sobre o julgamento dos
couceiristas. Afonso Costa defende uma política
de intransigência. Chagas acusa-o de dividir os republicanos, mas
Afonso Costa é aclamado nas ruas. |
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17 |
Suspensão
das garantias Governo
solicita suspensão das garantias constitucionais. Aprovada a constituição
de um tribunal especial, o chamado Tribunal
das Trinas. Afonso Costa propõe medidas mais duras. João Chagas
observa que isto
não tem precedentes nem nos tempos da monarquia. |
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17 |
Democráticos
abandonam o parlamento Os
democráticos abandonam o parlamento, sem sinal de protesto. Grandes
manifestações em Lisboa de apoio a Afonso Costa. |
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19 |
Manifestações
carbonárias contra jornais bloquistas Carbonários
promovem manifestação de protesto contra os jornais do Bloco, isto é, contra a República,
A Luta e o Intransigente |
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20 |
Núncio
abandona Lisboa Núncio
apostólico, Júlio Tronti, abandona Lisboa. |
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20 |
Almeida
agredido em Lisboa António
José de Almeida é vaiado e sovado no Rossio por afonsistas.Tinha-se
declarado independente do Partido Republicano em nota publicada em A
República |
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22 |
Reconhecimento
oficial da República Brasil
e Argentina reconhecem oficialmente a República |
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23 |
Lei
especial para punição dos conspiradores monárquicos Publicada
a lei especial sobre o julgamento dos crimes de conspiração. |
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27 |
Congresso
do PRP no Coliseu Entre
27 e 30 de Outubro de 1911, Congresso do PRP no Coliseu da Rua da Palma, o
chamado congresso do Circo dos
cavalinhos. António José de Almeida e Brito Camacho abandonam a
reunião. A reunião, iniciada com 600 delegados, acaba apenas com 280.
Eleito directório afecto a Afonso Costa. O partido passa a ser conhecido
por Partido Democrático, embora Afonso Costa, para simular a unidade
do PRP, tenha decidido dissolver o grupo parlamentar com esse nome. Parte
dos deputados do bloco passa-se
para os democráticos. |
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Prisões
políticas Em
Outubro, 500 presos políticos |
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1 |
Escaramuças
entre militares Escaramuças
entre soldados de artilharia e infantaria em Chaves. |
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Reaparece
o jornal monárquico O Dia Reaparece
o jornal O Dia em Novembro |
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3 |
Camacho
reconhece ser impossível a unidade republicana Camacho
em A Luta, reconhece ser impossível
restabelecer-se a unidade do Partido Republicano. |
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4 |
Rebelião
no Sul de Angola Rebelião
no Sul de Angola em 4 de Novembro. |
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6 |
Manifestações
contra António José de Almeida António
José de Almeida e Afonso Costa vão de comboio ao Porto em propaganda. Na
chegada ao Porto, Almeida é insultado e Costa aplaudido. Repete-se a cena
no regresso a Lisboa, no dia 6 de Novembro. Manifestantes gritam vários morras
e Almeida, em charrette, tem de
sacar da pistola para se defender. Costa vai de automóvel e é
ovacionado. Como salienta Vasco Pulido Valente a
chegada ao Rossio juntou num único dia o 4 de Maio de Hintze Ribeiro e o
18 de Junho de João Franco. |
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7 |
Posse
do novo directório O
novo directório toma posse. Como reacção Camacho e Almeida, sob a égide
de Aresta Branco, decidem criar uma União Nacional Republicana. |
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7 |
Almeida
pede a demissão de Chagas
António
José de Almeida em artigo publicado em A
República de 7 de Novembro retira apoio ao governo de João Chagas: o
governo está em crise total? Não se sabe. No entanto não vemos razão
para que o governo abandone o poder. Um só homem tem que sair e deve
sair. É o sr. João Chagas. A pasta do interior tem de ser confiada a um
homem de critério, mas a quem não faleça o pulso. Ou entramos na ordem,
ou. Este pede imediatamente demissão a Manuel Arriaga. |
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9 |
Reconhecimento
internacional da República Representantes
da Inglaterra, França, Espanha e Itália são oficialmente recebidos pelo
ministro dos estrangeiros. |
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12 |
Governo
de Augusto Vasconcelos O
governo de Vasconcelos, reúne
três democráticos e quatro homens do bloco,
dos quais, apenas um é almeidista. Considerado um governo
de concentração. Curiosamente, o gabinete reúne três médicos, um
dos quais o próprio presidente. Durará cerca de 7 meses. |
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Aliança
contranatura Vasconcelos,
politicamente próximo de Brito Camacho, era amigo pessoal de Afonso
Costa. Acusado por João Chagas de ser alguém que fazia
recados a toda a gente. O governo assume-se como uma
aliança contranatura. |
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Aproximação
entre Afonso Costa e Brito Camacho Vivia-se
nova ilusão de aproximar Costa de Camacho. O que vai levar António José
de Almeida a romper a projectada União
Nacional Republicana, logo em Janeiro de 1912. |
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16 |
Apresentação
parlamentar Apresentação
parlamentar. |
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24 |
Carbonários
contra o governo Manifestação
de carbonários em Lisboa apoia directório do PRP contra o governo. |
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25 |
Bispo
da Guarda D.
Manuel Vieira Matos, bispo da Guarda é entregue ao poder judicial,
acusado de desrespeitar a Lei da Separação. |
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26 |
A
questão das curandeiras chinesas Tumultos
em Lisboa por causa da proibição da actividade de duas curandeiras
chinesas, oftalmologistas que tiravam vermes dos olhos, no dia 25 de
Novembro. O Século noticiara o assunto em 20 de Novembro. A agitação é
manipulada pela Federação Radical pelo jornal Alvorada, então dirigido pelo advogado Mário Monteiro, um dos
discursadores do comício de protesto do dia 26, no
Rossio, contra a ordem do governador civil
para detenção das chinesas. 18 mortos e 200 feridos. Machado Santos
esteve quase para ser linchado. |
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11 |
Congresso
anarquista Nos
dias 11, 12 e 13 de Novembro, reunião em Lisboa de um congresso
anarquista. Manuel Joaquim de Sousa apresenta tese sobre a juventude.
Daqui surgem as Juventudes Sindicalistas |
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Prisões
políticas 41
prisões políticas durante o mês de Novembro. |
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Projecto
sobre acidentes de trabalho Apresentado
no parlamento projecto sobre acidentes de trabalho (ministro Estêvão de
Vasconcelos). |
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5 |
Pastoral
do episcopado contra Macieira Pastoral
do episcopado critica o ministro da justiça, o democrático António
Macieira, em defesa do bispo de Guarda (5 de Dezembro) |
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14 |
Conflitos
dentro do governo e entre democráticos Conflitos
dentro do governo e dentro dos democráticos. Bernardino Machado é
atacado por A Luta. Afonso Costa
permitia contactos entre o grupo da Jovem
Turquia e o grupo camachista, feitos entre Álvaro de Castro e José
Barbosa. Críticas de O Mundo a
Bernardino. O jornal República
anuncia o suicídio político
dos democráticos em 14 de Dezembro. |
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23 |
João
Arroio exonerado João
Arroio é exonerado de professor da universidade (23 de Dezembro) |
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28 |
Patriarca
de Lisboa desterrado D.
António Mendes Belo é desterrado da diocese de Lisboa, por dois anos (28
de Dezembro) |
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29 |
Tribunal
das Trinas Reúne,
no convento das Trinas o tribunal especial contra os conspiradores monárquicos.
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Afonso
Costa na Suíça Afonso
Costa vai para a Suiça, a fim de tratar-se (Dezembro). Só regressa em 18
de Març o. |
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Presos
políticos No
final do ano já há sete centenas de presos políticos. De Agosto de 1911
a Julho de 1912 serão 2 383 os presos políticos. 20 prisões políticas
durante o mês de Dezembro. |