|
Revista fundada em 29 de Janeiro de 1963, tendo como primeiro director António Alçada
Baptista. Ligada à Editora Moraes e à colecção do Círculo do Humanismo
Cristão. Mobiliza, na sua primeira fase, uma série de intelectuais católicos
críticos do salazarismo, como Nuno de Bragança, Pedro Tamen, João Bénard da
Costa, Alberto Vaz da Silva, Mário Murteira, Adérito Sedas Nunes, Francisco
Lino Neto, Orlando de Carvalho, Mário Brochado Coelho. Alarga-se a outros
sectores da esquerda, como a Mário Soares e a Salgado Zenha, vindos do MUD, ao
então comunista Mário Sottomayor Cardia, e à jovem geração de líderes
estudantis, como Manuel Lucena, Vítor Wengorovius e Medeiros Ferreira. Esta última
acaba por preponderar na revista, mobilizando Vasco Pulido Valente. Em
1967-1968, a revista perde as raízes personalistas e católicas e vira ainda
mais à esquerda, iluminada pelos fulgores do Maio de 1968, sob a direcção de
Bénard da Costa e de Helena Vaz da Silva e com a entrada de Luís Salgado Matos
e Júlio Castro Caldas. Colaboram então futuros socialistas e comunistas como
Alfredo Barroso, Jaime Gama, José Luís Nunes, António Reis, Luís Miguel
Cintra, Jorge Silva e Melo, Nuno Júdice e Manuel Gusmão. Em 1970, numa maior
guinada à esquerda, a revista passa a ser porta-voz do maoísmo lusitano, com a
entrada de Arnaldo Matos e Amadeu Lopes Sabino.
|